Turismo internacional supera 1 bilhão de pessoas em 2012, aponta órgão

02/02/2013 17:24

Dados foram divulgados nesta terça pela Organização Mundial do Turismo.

América Latina teve crescimento, com destaque para a América Central.

O número de turistas no mundo superou pela primeira vez em 2012 a barreira de um bilhão de pessoas, com uma alta de 4% em relação ao ano anterior, apesar do contexto global de instabilidade econômica”, anunciou nesta terça-feira a Organização Mundial do Turismo (OMT).

A entidade registrou no ano passado 1,03 bilhão de viajantes internacionais. “Pela primeira vez superamos o número de 1 bilhão. Tivemos 1,03 bilhão de viajantes internacionais”, afirmou o secretário-geral do órgão, Taleb Rifai.

Para 2013, a tendência de alta será mantida, mas será mais lenta, com a chegada de turistas aumentando entre 3% e 4%, acrescentou o organismo, subordinado às Nações Unidas e com sede em Madri. A longo prazo a OMT prevê um crescimento médio anual de 3,8%, registrado entre 2010 e 2020, e quer alcançar 1,8 bilhão de turistas em 2030.

Segundo Rifai, 2012 foi um ano de instabilidade econômica constante em todo mundo, especialmente na zona do euro, onde muitos país têm recebido ajuda. “No entanto, o turismo internacional conseguiu manter seu rumo de recuperação depois de 2009, considerado o pior para o turismo em 60 anos”, complementou.

América Latina tem crescimento

Depois de cair 3,9% em 2009, a quantidade de chegadas de turistas internacionais subiu 6,6% em 2010 e 5% em 2011. 

Na América Latina o turismo internacional registrou crescimento no último ano, sendo que a América Central foi a maior beneficiada (alta de 6,2%).

O fluxo de turistas para a América do Sul subiu 4,7%, um crescimento inferior aos dois anos anteriores, quando os índices ultrapassaram os dois dígitos.

Sobre a previsão para este ano, de acordo com a OMT, as regiões da Ásia e do Pacífico deverão receber mais turistas (alta de 5% e 6%, respectivamente), seguida da África (entre 4% e 6%), do continente americano (entre 3% e 4%) e da Europa (entre 2% e 3%).

Na contramão, o Oriente Médio, sacudido por conflitos e tensões na Síria, Egito e Líbano, a previsão de crescimento deve ficar entre 0 e 5%.